Desde o início, 2016 foi festejado pelos nerds por causa do extenso calendário de produções baseadas em hqs, livros, games e continuações das franquias como Animais Fantásticos e Star Wars: Rogue One. Vamos fazer um retrospecto, através de nossos colunistas, das produções baseadas apenas nas hqs. O ano começou com a Fox lançando Deadpool, e seguiu com os tão esperados Batman vs. Superman: A Origen da Justiça e Captão América: Guerra Civil. Cada estúdio lançou dois filmes, mas valeu a espera? A diversão foi completa? Qual o melhor, e qual a decepção?

Deadpool (Fox)

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O primeiro filme da leva de super-heróis/vilões do ano, Deadpool foi uma grata surpresa. Trouxe uma linguagem que traduziu bem o espírito do personagem. Com um roteiro bem desenvolvido, e uma dose de humor totalmente alinhada com os quadrinhos que deram origem ao longa. Confesso que não curto o personagem, mas é injusto não colocá-lo como um grande acerto, tanto na caracterização quanto no uso correto das piadas e situações, que refletiram exatamente o clima dos quadrinhos. Até no crossover a Fox, com Deadpool deu uma lição na concorrência. Enquanto em Cap. América: Guerra Civil a Marvel Studios pecou pelo excesso, com personagens que caiam de paraquedas em campo de batalha, e Batman Vs. Superman desperdiçou o tão esperado encontro cinematográfico da trindade, Deadpool aproveitou muito bem a participação dos mutantes Colossus e Míssil Adolescente Megassônico =D! Acredito que nem no filme dos X-men Colossus seria tão bem utilizado.

a8282d12b97154162115031b90915c33   Lourinaldo Jr.

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Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça (Warner)

Batman vs Superman foi o filme que gerou as mais diferentes reações nesse ano de vários lançamentos de filmes baseados em quadrinhos e isso torna a obra interessante, por que de alguma forma ela ficou na memória das pessoas (seja para xingar, seja para elogiar). Particularmente, achei um filmaço, por mexer com meu lado fanático de hqs, e vamos combinar, quando Batman aparece, tudo melhora. Recomendo esse filme fortemente, nem que seja para depois se ter brigas homéricas entre seus defensores e seus detratores. Para terminar, devo dizer que esse filme sofreu com uma situação que está se tornando cada vez mais comum, e que me preocupa bastante, que é o fato de termos opiniões muito extremadas, e na maioria das vezes, exacerbadas. Atualmente, qualquer produto ou é excepcionalmente bom, ou é absurdamente ruim. Acho que devemos encontrar um meio termo.

0933e99d24d3ad3fe1f5933ad45f27d5.jpeg Cézar Vasconcelos

 

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Capitão América: Guerra Civil (Marvel Studios)

É incontestável que Capitão América: Guerra Civil trabalha dentro da já manjada fórmula Marvel. Mas assim mesmo, os irmãos Russo conseguiram entregar um bom filme dentro de seus limites. Completamente diferente da HQ, o filme entrega um fechamento de ciclo para o Capitão América, ao mesmo tempo que apresenta novos personagens como o Pantera Negra e o Homem-Aranha com êxito. O filme peca, como em todos os outros, no vilão. Barão Zemo é mais um vilão esquecível que a Marvel Studios apresentou, apenas para construir o embate emocional entre Steve Rogers e Tony Stark.
Com cenas de ação na medida certa e o estabelecimento do status quo para Guerra Infinita mais definido, o terceiro filme do Capitão América pode até não ser corajoso, mas faz bem seu básico.

6f0f89e8f2580305949539543bcef14e.jpeg  Thiago Barros

 

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X-men: Apocalipse (Fox)

Sobre X-men Apocalipse … Tal como foi o X-men Confronto Final o filme prometeu ser algo grandioso para encerrar a trilogia, mas acabou sendo muito fraco. Como desde o inicio dessa nova trilogia, foi mais um filme solo da Raven do que da equipe mutante em si. Os personagens que deveriam ter algum destaque (Scott, Jean, Jubileu) tem pouco tempo de tela e apenas no final alguma importância. A rápida participação do Wolverine embora não acrescente em nada a história é um bom fan service dos amantes tanto do personagem quando da hq “Arma X”. A “batalha final” só é impactante em proporção de destruição, as lutas são tão rápidas e mal coreografadas que deixam a desejar, e muito. Agora o ponto alto com certeza é a cena do Mercúrio na mansão. Uma cena que acertou em todos os seus aspectos, desde a trilha sonora, aos efeitos e à comedia que ela apresenta.

8d33e7c0ddc1acaeb585f0fece84737e.jpeg Felipe Peixinho

 

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Esquadrão Suicida (Warner) (Editado)

Esquadrão suicida foi um fenômeno interessante. Gerou enorme expectativa, desde seu anúncio. A grande aposta por parte dos fãs, pelo fato de se tratar de uma equipe pouco conhecida do grande público. A pré- e pós- produções foram o melhor da festa: fotos, notícias, novidades, tudo era festejado. Aí veio o filme, e a grande decepção. Edição mal feita, trilha bagunçada e aleatória, atuações fracas, um coringa que prometia demais e se mostrou totalmente desnecessário para a história, e por fim um roteiro sem coerência. As atuações de Margot Robbie (Arlequina), Viola Davis (Amanda Waller) e Will Smith (Pistoleiro) foram um dos destaques positivos do filme. Valeu a ousadia de tentar uma equipe B (que nos quadrinhos já não é tão B assim) e a conexão com s eventos de BvS foi legal. No final, uma bola fora da Warner, que mostrou nos seus dois filmes do ano que não sabe controlar os rumos da produção, como a Marvel Studios faz tão bem.

a8282d12b97154162115031b90915c33 Lourinaldo Jr.

 

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Dr. Estranho (Marvel Studios)

Doutor Estranho chegou com a obrigação de fechar o ano que seria “dos super heróis”. Apesar de não termos criado muita expectativa, foi um filme que surpreendeu. Apresentou grandes atuações, efeitos visuais incríveis, e tentou mexer com a estrutura narrativa “estilo marvel”. Mas seu principal legado foi uma abertura que possibilitou o Universo Mágico da Marvel. O vilão Kaecilius apesar de uma grande presença, que marcou sua participação, teve um arco muito curto, instigou, porém não entregou a quantidade de informações que gostariamos de receber. Apesar de ser um filme de certo ponto inovador, ainda se mantém preso à “fórmula Marvel”, travando um pouco a fluidez para a inserção de piadas. O que para alguns estragou uma viagem mágica imersiva.

f19d48699f7562f88e63cf45dfb3a323.jpeg  Gabriel Evelin

 

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