capa-paniniEm “Futuro Imperfeito”, o tie in de Guerras Secretas, temos mais uma releitura de um universo criado no passado pelo universo Marvel. Este especial foi escrito por Peter David, o autor da versão original lançada  nos anos noventa em duas edições. Infelizmente, na série atual, que foi lançada em cinco edições nos Estados Unidos, não temos um roteiro tão aprofundado e bem desenvolvido, como na primeira versão. Tínhamos uma oportunidade de uma releitura do universo criado anteriormente, relizada pelo mesmo autor, mas o que se vê é uma aventura rasa contada através de diálogos mal trabalhados.

Em Distopia, uma das regiões que compõem o Mundo de Batalha, criado por Destino,  um grupo de rebeldes deseja por fim ao regime tirânico do Maestro, uma versão futurista do Hulk. O grupo comandado pelo Major Ross, é formado por Rubi, Janis e Skooter, e por meio de uma armadilha, Maestro tem acesso ao Q.G. rebelde, de onde sequestra o Major Ross. Ao chegar em seu palácio Maestro propõe uma aliança aos rebeldes, em troca de deixar Distopia livre de seu governo, ele pede ajuda para encontrar a armadura conhecida como Destruidor, que pretende usar para enfrentar o Destino e tomar o lugar dele como líder absoluto

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Um dos grandes problemas da série está nos diálogos fraquíssimos, que muitas vezes são totalmente dispensáveis, pois não acrescentam nada ao que já está sendo visto nos desenhos.  A razão do grupo rebelde ajudar o Maestro para se ver livre dele não me parece muito convincente, pois uma vez concretizado o seu plano, ele irá dominar o mundo e eu realmente não vejo vantagem em livrar um país de um tirano, ajudando-o a expandir seu poder. E para justificar isso o palpérrimo diálogo entre Maestro e Major Ross termina com Ross explicando que só está ajundando o Maestro por que sabe que ele morrerá nun confronto com Destino.

 

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Cada cada parte deste especial tem algum motivo para que haja uma batalha, e durante cada uma, a sequência de diálogos fracos e desnecessários toma praticamente metade da edição. Não temos como no original, as motivações políticas, o desenvolvimento dos personagens, a imersão no rico cenário pós apocalíptico criado por David, nem o carisma dos personagens coadjuvantes. Há sim, uma necessidade clara, de criar crossovers, acrescentando personagens já conhecidos, que poderiam fazer uma boa participação na história, mas que nem por isso dispensam apresentações, afinal, supostamente, estamos vivendo em ralidades alternativas que convergem neste novo mundo criado em Guerras Secretas, e é importante caracterizar que versão de cada personagem estamos vendo.

Os desenhos de Greg Land são bonitos e consegue reproduzir bem os designs usados na versão original de “Futuro Imperfeito”. Nos quadros de ação ele usa uma diagramação que fica um pouco repetitiva. O resultado final é uma arte que confere um tom sofisticado e moderno, mas sem fugir do padrão.

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O final, é interessante, eu gostei. Mas acho que para um universo rico como esse poderíamos ter um desfecho mais notável. Me parece que muitos destes tie ins não despertaram nos roteiristas o mesmo entusiasmo que em nós leitores, o resultado é um trabalho preguiçoso por parte do Peter David, que teve a chance de recriar seu universo aclamado com um novo rumo, apresentando uma proposta alternativa para ser comparada ou até mesmo completar o original. Infelizmente o que temos é só mais um caça níqueis.