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“Dezessete anos atrás, apareceu um humano imortal em um campo de batalha na África. Desde então, mais desses seres são descobertos de tempos em tempos em meio à humanidade, e eles passaram a ser chamados de ‘Ajins’”. No Japão, um aluno sofre um acidente de trânsito na volta pra casa e morre na hora. Só que ele ressuscita! É o surgimento de mais um Ajin. Um grande prêmio é oferecido pela sua captura e isso desencadeia uma verdadeira caçada. E assim, começa a fuga de um garoto perseguido por toda a humanidade”.

E essa é a sinopse deste mangá frenético tanto na ação quanto nos mistérios. Somos apresentados ao protagonista Nagai Kei, um jovem estudante comum que só se preocupa com seus estudos e seguir carreira profissional. Como foi dito na sinopse, nesse mundo há pessoas imortais chamadas de Ajins. Sua origem ainda é um mistério para a humanidade e quando um Ajin é encontrado, é logo apreendido por autoridades do governo, levado a locais para vários tipos de teste ou tortura, dependendo do ponto de vista dos próprios Ajin e do leitor. Porém vale lembrar que para a humanidade eles não são tidos mais como humanos, algo que é constantemente citado pelos personagens. Ajins são tratados como meros seres abomináveis e subjugados a morrer varias vezes para poder se provar o limite dessa “habilidade”. Isso explica todo o desespero de Nagai ao descobrir que é um Ajin e o que o espera se for pego pelas autoridades Japonesas.

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Ao longo do primeiro volume (único lançado ate o momento aqui no país) acompanhamos a fuga de Nagai junto a seu amigo de infância Kai, rumando para o interior em busca de um lugar seguro. Ao mesmo tempo vemos a ação das autoridades na tentativa de captura-lo e toda a movimentação que isso gera.

 

Uma das coisas mais intrigantes do mangá é como o conceito de humano aqui é traçado de uma forma bem pontual, a partir do momento em que é confirmado que um humano é um Ajin, ele perde todos os direitos. Mesmo que não tenha cometido crime nenhum, ele é considerado uma aberração que precisa ser isolada do mundo. Claro que isso não é dito explicitamente no mangá, mas é algo que da pra ser notado com um pouco mais de atenção. Afinal qual lado está certo? E há um lado certo? Só os próximos volumes é que irão dizer isso, ou talvez não.

Ajin está sendo publicado aqui no Brasil pela editora Panini, e devo dizer que a edição dela me surpreendeu, é de longe a edição mais bem produzida que já tive o prazer de ler. Papel de qualidade (offset) capa fosca com verniz localizado na imagem, uma impressão das paginas de uma qualidade superior a qualquer outra edição da mesma editora ou das concorrentes. Compensa cada centavo que é cobrado.

Atualmente Ajin encontra-se em andamento com 8  volumes lançados no Japão e no Brasil o segundo volume tem  previsão de lançamento para setembro/outubro de 2016. Tem argumentos de Tsuina Miura e arte de Gamon Sakurai.