Por muito tempo as histórias em quadrinhos eram taxadas de “somente para crianças”, o que de fato subverteu-se com o passar do tempo, o que era uma história para crianças agora é algo para adultos também; vemos uma explosão desse universo nos dias atuais, e novas nomenclaturas, temos a cultura geek, palavra que vem do inglês, sendo uma gíria que quer dizer: alguém viciado em tecnologia, em computadores e internet. O conceito geek é algo quase como o conceito nerd: aquele que tem grande interesse em tecnologias, assuntos científicos, gosta de estudar e ler vários livros além de não se importar muito com a aparência.

Dentre estas pessoas que gostam de acompanhar o que anda acontecendo nesse universo, há aqueles que os produzes, e como o tema propõe, temos como parte deste grupo os quadrinistas; existem os profissionais que trabalham para as grandes produtoras, as mais famosas que conhecemos Marvel comics, DC comics, que lideram o mercado de quadrinhos mundialmente. Aqui no Brasil quem detém os direitos de publicação das revistas da Marvel e DC é a editora panini, multinacional de origem italiana.

Assim como também temos muitas outras editoras menores e brasileiras que publicam revistas em quadrinhos tais como: Abril Jovem, Big Bang Editora, Conrad Editora, Nona Arte, Pandora Books assim como várias outras. No Brasil temos uma grande dificuldade em apresentar as obras nacionais, não que não tenhamos grandes exemplos de expressão nos quadrinhos e muito importantes para esse cenário, como Ziraldo, Mauricio de Sousa, Angeli, Gedeone Malagola, temos um exemplo recente do Carlos ruas, criador de Um Sábado Qualquer, que tem um humor sarcástico em suas tirinhas.

O cenário atual para quem “cria” Hqs, não é algo que encha os olhos, pois é dificultoso para o autor conseguir publicar algo, temos as redes sociais que facilitam este processo, mas até que seu trabalho seja reconhecido, ao ponto de alguma editora lhe procurar, o autor terá passado muitas noites de trabalho duro e pensamento criativo; não é fácil e a caminhada dura. E caso o autor queira arriscar ter sua obra publicada, terá duas alternativas: A primeira é mandar seu trabalho pronto para a editora escolhida e tentar convencer o editor que seu trabalho vende, para assim poder publicar, a segunda maneira é mais fácil, o autor terá de pagar por cópia publicada cabendo a ele mesmo fazer o processo de correção e maior parte de edição, a não ser que se disponibilize a pagar mais ainda.

Infelizmente a cultura brasileira não é aquela que gosta avidamente de livros, grande parte da população não tem hábitos de leitura, e as histórias em quadrinhos não tem muito a sua vez nessa linha, dificultando mais ainda publicações nacionais.

Mas calma caros leitores, nem tudo está perdido, e todo túnel tem uma luz no seu fim, como falei anteriormente as redes sociais ajudam muito, tornando o caminho mais fácil, basta ter paciência, dedicação, e muita força de vontade, que muito em breve os deuses dos quadrinhos lhe concederam uma chance. Esses são ingredientes que não pode falta na vida de um quadrinistas ou chargista além de claro, ter uma boa história, um traço legal e uma mente criativa.

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