Mesmo diante de sua importância e como um dos maiores símbolos do universo DC, Superman foi sem dúvida o personagem que mais sofreu durante os quase cinco anos de Novos 52. Ele recebeu duras críticas dos fãs diante das reformulações aplicadas que modificaram consideravelmente sua personalidade. Agora com a chegada de Rebirth (Renascimento, aqui no Brasil), que pretende resgatar o que a DC tem de melhor em seu cânone, o que podemos esperar pela frente nas histórias do Superman? Sem dúvida fortes mudanças estão por vir.


O fim do Superman dos Novos 52, visto aqui no Brasil no especial “Fim dos dias”, foi bastante trágico, trazendo uma morte definitiva para o Superman que acompanhamos nos últimos anos. Esta foi a solução encontrada pela editora para corrigir os erros, apontados pelos fãs: sai o novo Superman em definitivo, dando espaço para o Superman pós-crise.

O velho Superman de sempre foi reintroduzido durante os eventos da saga Convergência, num tie-in que terminou com o nascimento de seu filho Jonathan. Logo em seguida Dan Jurgens escreveu a minissérie, em 8 números, Superman: Lois e Clark, lançada pela Panini numa versão especial em volume único. Nessa história temos contato com a nova família que precisou se adaptar ao fato de estar vivendo num mundo diferente e que já possui uma versão própria do Superman. A partir de então sabíamos que o pedido dos fãs fora atendido e teríamos o Superman clássico de volta, o que não sabíamos era como ele coexistiria com o atual.

Superman e filho, o futuro Superboy

A morte do Superman dos Novos 52 deu início definitivo ao rumo que a família dos supers toma na fase Renascimento. Teremos daqui por diante o surgimento de um novo universo de aço que, em minha opinião, está completamente empolgante para os fãs do azulão. Os principais títulos são Action comics com Dan Jurgens no roteiro e vários desenhistas no rodízio, entre os quais Patrick Zircher e Tyler Kirkham, que serão os mais frequentes, e Superman com Peter J. Tomasi no roteiro, Patrick Gleason no roteiro e desenhos e Dough Mahnke nos desenhos e arte final. Action Comics trará eventos mais ligados aos coadjuvantes do Superman como Lex Luthor, agora assumindo a identidade do herói nos primeiros números, Lois Lane tentando se encaixar no Planeta Diário, substituindo sua versão desta Terra, e o surgimento de um Clark Kent misterioso. A presença desse Clarck Kent levantará suspeitas e causará algumas inquietações, até o momento em que ele protagonizará um arco que resulta na correção cronológica do Superman na DC, corrigindo principalmente o fato de todos terem conhecido a identidade secreta do herói no último ano, durante a fase DC e Você.

Filhos de peixes…

A melhor parte do resgate do personagem ocorre na revista Superman, onde o herói será retratado no novo papel de pai. Tendo que trabalhar com Lois não só a educação de Jonathan como também preparar o garoto para assumir a responsabilidade de usar seus poderes e se tornar num futuro não tão distante o Superboy. Esta fase é o frescor na vida do herói, que trará uma pegada mais humana e aos poucos vai desenvolvendo o jovem Jonathan consolidando o garoto como um personagem tão carismático quanto os pais. O melhor de tudo é que diferentemente do Damian, filho de Bruce Wayne, Jon Kent, o futuro Superboy, tem um caráter mais infantil, que traz as inseguranças, ingenuidade e dúvidas comuns para a idade dele, deixando o personagem mais próximo de uma criança comum, características reais que se mesclam de forma muito coerente com o lado fantasioso do universo DC.

Além das responsabilidades familiares, o velho Superman terá que lidar com a desconfiança da Liga da Justiça, em especial, como não poderia deixar de ser, do Batman.  Sem dúvida a DC está fazendo um ótimo trabalho não só consertando os erros cometidos nos Novos 52, trazendo de volta o personagem que todos sentiam falta, mas também conferindo a ele o vigor que essa nova fase promete para todas as suas publicações. O resultado tem sido uma sequencia de arcos muito bem escritos e corretamente interligados nas revistas principais.

A nova Superwoman, surpresas pela frente.

Outros elementos inseridos durante a saga Fim dos Dias são o surgimento da Superwoman, comandada pelo Phil Jimenez (roteiro e desenhos), com um arco inicial cheio de boa ação e roteiro competente, o novo Super Man, com Gene Luen Yang no roteiro e Viktor Bogdanovic nos desenhos, que terá uma pegada mais cômica (leia a review aqui), se passará na China, como foi visto em Fim dos Dias e trará em algum momento o encontro com o Clark Kent.

O novo Super Man vem da China.

O novo momento do homem de aço em  DC Renascimento será empolgante nas mãos dos roteiristas e entregará grandes momentos como o retorno do multiverso nas revistas mensais, o nascimento de um novo Superboy e a volta do Erradicador. Em breve teremos a dupla de Superfilhos com a participação de Damian Wayne.

Capa de Supersons #1

Outro ponto que merece destaque nesse universo dos supers é a nova fase da Supergirl nas mãos de Steve Orlando, o mesmo roteirista de Meia-Noite e da futura Liga da Justiça da América, sobre a personagem e sua reformulação você pode ler neste link.

Renascimento, conseguiu trazer de volta para os eixos um dos personagens mais icônicos e ao mesmo tempo mais difíceis de ser escrito pela editora. Com inserção de elementos de ação há muito não vistos nas revistas do herói, e com uma nova visão do personagem através de sua relação mais humana como pai e marido, esta sem duvida é uma das melhores revistas para se acompanhar aqui no Brasil.

Supermen de vários mundos se encontrarão em breve.