por Gabriel Evelin


Esse quadrinho ser Bizarro. Não leia, não é bom. Gustavo Duarte ser péssimo desenhista.

Desculpe, o modo Bizarro de se expressar ficou um pouco em mim.

O reconhecimento de seu trabalho é uma coisa incrível para qualquer artista. Para algumas coisas isso vem em forma de premiações, outras em forma de convites para trabalho no exterior. Esse foi o caso por exemplo dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, assim como é o de Gustavo Duarte.

Depois de uma fase com os Guardiões da Galáxia da Marvel, e com as inovações do DC You (aqui no Brasil chamado de DC e Você), chegou a hora de Gustavo brincar com os personagens da editora dona do maior super-herói de todos os tempos, mesmo que desenhando uma versão (literalmente) bizarra deste.

Acompanhado de Heath Corson, Duarte teve a missão de levar Bizarro para o Canadá, um lugar sem super-heróis, que poderia ser “sua terra”.

Como todo desastrado, Bizarro cerca a viagem de confusões, vilões caricatos, e interferências alienígenas (marca registrada do brasileiro), algo bem à la George, o Rei da Floresta.

A fluidez da trama é bem divertida e rápida. Apesar de repleta de conflitos semelhantes, os autores conseguem tornar a leitura agradável; o que é um êxito, já que a tendência para uma falta de criatividade nesse ponto poderia tornar a leitura maçante. Apesar disso, e quem já leu algum material do brasileiro perceberá, faltou um pouco de fluidez, que Gustavo domina muito bem. Algumas cenas poderiam muito bem funcionar sem os balões, já que o desenhista domina de forma quase completa a narrativa gráfica.

Com personagens muito bem construídos, e uma narrativa eficiente, Bizarro consegue ser uma das grandes surpresas da fase DC You. Duarte mostra que sua arte pode ganhar o mundo. Estamos na espera de mais um trabalho solo seu.