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Elektra sempre foi uma personagem controversa. Criada por Frank Miller no início dos anos 80, a personagem foi estabelecida no universo do Demolidor, até ser morta pelas mãos do Mercenario e trazida de volta à vida graças a Stick, possibilitando assim novas histórias da personagem no Universo Marvel.

O encadernado Elektra – Linhagem Assassina faz parte da Nova Marvel e pega os volumes de 1-5, escritos por W. Haden Blackman e ilustrado (maravilhosamente) por Michael Del Mundo. Aqui já somos iniciados à natureza turbulenta de Elektra Natchios, contando um pouco de seu passado e o caminho sangrento que escolheu como assassina em sua vida. É perceptível que mesmo hoje, seu antigo relacionamento com Matt Murdock ainda a afeta um pouco, assim como alguns fantasmas de seu passado.

A história começa realmente no momento em que a Casamenteira (uma personagem que passa missões para mercenários e assassinos) designa uma missão a Elektra: caçar um famoso assassino chamado Corvo Encapuzado. O Corvo foi responsável por diversos trabalhos bem sucedidos, até que o mesmo passou a pegar a encomenda de outros mercenários e se tornar um grande problema para a Liga dos Assassinos, que não hesitou em encomendar sua morte. Mas a mesma, falhou miseravelmente na missão, e desde então, ele está sendo caçado. Agora, a missão milionária está nas mãos da Srta. Natchios.

Durante sua jornada, Elektra se depara com outros assassinos em busca do mesmo propósito, mas além disso eles querem vingança por suas derrotas nas mãos do Corvo Encapuzado. No decorrer, descobrimos que a pista do paradeiro do Corvo era falsa, e que na verdade foi seu filho quem encomendou a missão na esperança de salvá-lo da Liga dos Assassinos. O que não me convenceu foi a Elektra (ainda que por muito dinheiro) aceitar a missão de suposto resgate. Por que um cara que derrotou o Mercenário, Dentes de Sabre, o Treinador entre outros precisaria ser resgatado?!

Também somos apresentados ao personagem Lábios Sangrentos que possui o poder de absorver as habilidades, memórias e experiências de qualquer ser vivo que ele coma (ainda que apenas um pedaço). Ele por algum motivo (que não ficou claro) também está caçando o Corvo Encapuzado e é neste momento que a hq tem seu leve declínio, pois não estabelece ao certo a motivação de seu vilão.

Obviamente Elektra e Lábios Sangrentos terão seus caminhos cruzados e cabe a assassina/anti-heroína enfrentar essa ameaça sem comprometer sua missão.

Apesar de ter um vilão de propósito trivial, o encadernado até serve bem para apresentar a Elektra a novos leitores. O enredo possui um desfecho simples demais para um vilão que parecia ser muito ameaçador no decorrer da história. Para compensar os deslizes do roteiro, os desenhos de Michael Del Mundo são uma obra de arte maravilhosa e para ser sincero, já é um prato cheio que faz valer o encadernado. Se você estiver interessado em conhecer a personagem e gosta de apreciar a arte nos quadrinhos, essa hq provavelmente pode te agradar, mas caso esteja com uma graninha extra e quer ler um bom roteiro com a assassina nº1 da Marvel Comics, invista nos encadernados Deluxe do Demolidor, escritos por Frank Miller.