por Lourinaldo Jr.

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A nova fase da revista mensal Superman, escrita por Peter J. Tomasi e Patrick Gleason, está dando foco ao novo papel da família de Clark após ela ter desembarcado no universo dos Novos 52. Com a morte do Superman dessa realidade, o Superman do período pré-Ponto de Ignição irá ocupar o posto de protetor de Metropópolis, como está sendo mostrado em Action Comics. Clark e Lois agora compartilham as preocupações de terem de educar um filho, que além de ter superpoderes como o pai, encontra-se numa realidade paralela da qual não deveria, supostamente, fazer parte.

Jonathan Kent é herdeiro do maior legado do universo dos super-heróis, e seu pai tenta nesse arco, chamado Superfilho, encontrar os caminhos para transmitir a Jonathan a importância e o significado do “S” para eles, como descendentes da família El e para a humanidade, como um dos maiores símbolos entre os super-heróis. Na segunda edição, Jonathan aparece pela primeira vez com a camisa do Superboy, numa missão em que observa seu pai salvar um navio no ártico, e logo em seguida é forçado, numa situação inesperada, a desenvolver e controlar sua visão de calor. O que segue é uma breve discussão sobre a importância de ser um Superman, num diálogo em que Clark deixa claro que este é o destino que ele espera para seu filho.

–  Jon,…, Eu temo que um dia, em breve, muito em breve, você terá que abraçar o “S” para você. Não se trata de seus poderes, ou força,ou visão de calor. É sobre caráter.

– Isto significa fazer a coisa certa quando ninguém mais fará, mesmo quando você estiver assustado…mesmo quando você achar que ninguém está vendo.

Na sequência somos surpreendidos pelo retorno do Erradicador, que coleta uma amostra de sangue de Clark, derramada quando Jonathan acidentalmente o atingiu com a visão de calor.

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O desenvolvimento de Jonathan por parte dos roteiristas é conduzida através das dúvidas do garoto, comuns para qualquer um na sua idade, e que tenta entender, adicionalmente, as responsabilidades de um pai que é o Superman, e ao mesmo tento administrar o fato de estar entrando num mundo paralelo, onde a presença de sua família tem que ser mantida em segredo e sob identidades inventadas . Também entram no roteiro os diálogos de Lois e Clark sobre a criação e as responsabilidades com o filho, que tornam o casal tão verossímil quanto qualquer casal comum. Clark, não tenta proteger o filho e mantê-lo afastado da rotina de confrontos e vilões que fazem parte de sua vida, ao contrário, ele sabe que mais cedo o mais tarde Jonathan deverá usar seus poderes. A aceitação de Clark o leva a pensar em como preparar seu filho para vestir o manto do Superman um dia.

Quanto ao Erradicador, temos a origem e as motivações do personagem, e agora resta saber se ele terá a missão de mexer com o passado do Superman morto (do universo Novos 52) ou se a inserção dele é apenas uma maneira de recriar o ambiente que tínhamos antes do reboot, até por que a morte do Superman dos Novos 52 foi a maneira, péssima por sinal, de trazer de volta o Superman que os fãs há tanto reclamavam. Proteger a raça Kriptoniana e eliminar qualquer empecilho na continuidade da mesma. Esse é o propósito do Erradicador, e como Jonathan Kent possui genes humanos em sua estrutura, mas ao mesmo tempo representa um filho de um kriptoniano, o erradicador terá uma missão no mínimo bizarra com o garoto, mas antes vai ter que passar por Superman, e o quadro final com a revelação de que o Superfilho pode entrar na luta, vai dando sinais de que o arco não deverá se arrastar tanto.

Em breve teremos a revista Supersons (com lançamento para sete de setembro) reunindo Jonathan e Damian. Vale acrescentar nesse texto que assim como a inserção de Damian foi competente em tornar o novo Robin popular e aceito pelos fãs, eu incluso, Jonathan caminha na mesma direção, o garoto provavelmente vai ocupar com méritos o posto de Superboy. Seu caráter não é dúbio como o de Damian, mas ao mesmo tempo tem um equilíbrio entre inocência e temperamento, o que faz dele um personagem bem carismático. Esse primeiro arco da nova fase de Superman, está sendo muito competente em trazer as modificações propostas para o Homem de Aço, sem atropelos, e focando no que é necessário para desenvolver corretamente os personagens. Um ponto alto da nova fase da DC, vale a leitura.

Leia também a review do primeiro número.